19 julho 2010

por supuesto que si, cariño



Sin preguntar quién eras
me enamoré
y seas tú quién seas
siempre te querré.
No sé de donde vienes
ni lo que tú prefieres
tan sólo sé que al verte
yo me enamoré.

Por eso tú
tú serás mi baby
sólo tu mi baby, baby de mi amor.

El resplandor del cielo
podrá cambiar
lo que por ti yo siento
nunca cambiará.
Del mundo nada quiero
pues todo en ti lo tengo
si alguna vez te pierdo
yo me moriré.

Por eso tú
tú serás mi baby
sólo tu mi baby, baby de mi amor.

Por eso tú
tú serás mi baby
sólo tu mi baby, baby de mi amor. (bis)

serviço público

minhoca andina

11 julho 2010

anatomia


08 julho 2010

06 julho 2010

não estamos aqui para enganar ninguém


























isto é um homem e pêras.

29 junho 2010

lembrou-lhe isto
























"como é q se chamam aqueles bichos australianos muito fofinhos, meio urso, meio macaco, que se abraçam a tudo?"

sr m.

25 junho 2010

24 junho 2010

18 junho 2010

17 junho 2010

a verdade no ditado popular


"a vaca da vizinha dá mais leite que a minha"

12 junho 2010

10 junho 2010

08 junho 2010

heaven is a place on earth



















Val-di-Funes, Dolomites

07 junho 2010

o bacamarte e a pachacha e o pereira de sousa


























A Aventura do Coiso

Falando sobre o Carnaval do Rio de Janeiro, Luís Pereira de Sousa referia-se à "genitália desnudada" dos participantes. A expressão, singela como o autor dela, parece parte de algum hediondo soneto do séc. XVIII - "Oh desnudada genitália de doce nereide / Só de pensar que um dia te hei-de". Et caetera.
O pobre Pereira de Sousa não tem culpa. O problema é comum a todos os Portugueses - como é que alguém se refere à genitália no dia-a-dia? Uma pessoa vai ao médico e queixa-se: "Sr. doutor, ultimamente tenho sentido uma certa comichão na genitália" e ele manda por a genitália de molho?
Tem de se falar nestas coisas. Assim como não há nome para chamar um empregado de mesa, tem de haver um nome não-ordinário para as nossas partes. E falando em partes gagas, os freudianos, como o Eduardo Prado Coelho, diziam "falo", mas é muito pretensioso. Dá para imensos trocadilhos entre o falo e o falar, em longos textos sobre o desejo e o indizível, mas não dá jeito nenhum. Um amigo não se vira para o outro e diz "Ai que entalei o falo no fecho-éclair!".
Como é que a gente há-de chamar ao raio do coiso? Há muita gente que, para suavizar, prefere os nomes infantis. Por exemplo, pipi e pilinha. O problema é a falta de seriedade.
Não falo sequer numa situação de cama, onde chamar pipi e pilinha aos órgãos sexuais pode provocar incuráveis impotências e frigidezes.
Imagine-se uma Messalina, de cabelo revolto, arrancando a túnica do corpo num impetuoso gesto de paixão e gritando: "Sou tua, toma-me! Penetra-me com a tua pilinha!" A própria pilinha transforma qualquer pilar numa pilinha.
Não se pode brincar com estas coisas. Para um homem, o sexo é o centro da sua virilidade e do seu vigormalte. Não faz jus à sua masculinidade ouvir chamar à sua potência primeva, à sua viga de argibetão, um pirilau. Um pirilau é um pirilampo à mistura com lacrau. Pica mas não dá luz. É giro, mas não é gerador.
Há quem goste de dar ao coiso o nome do proprietário, atribuindo-lhe assim uma ternurenta personalidade. Por exemplo, tratando-se de um João, "Joãozinho pequenino". Até aos 11-12 anos tem graça, mas depois amarfanha um bocado. Primeiro, é o pequenino. Qualquer rapaz que se preze, ao ouvir uma namorada exclamar "Olá Zézinho pequenino!" amua e puxa logo pelo fecho-éclair, dando logo por encerradas as festividades. Depois, é os nomes. Joãozinho e Zézinho ainda passam, mas Inácio? E Hélder? Não pode ser. Mal por mal os coisos têm mais cara de apelido. Imagine-se bem um Lopes, um Pacheco, um Fonseca. Sempre faz mais sentido. Ex: "Há uma cena no filme em que o Richard Gere aparece com o Pacheco à mostra."
Mas o pior é que os portugueses, sendo brutos e vaidosos, exageram na maneira como apresentam os seus apêndices, dando-lhes nomes violentos e terríficos.
Basta ler Bocage para ver o esforço que os homens fazem para engrandecer os pirilaus. Gostam de pensar nas suas minhocas como autênticos monstros, denominados marsapos e mangalhos. Nos seus psiques profundamente iludidos imaginam que albergam gigantes adamastores, entre as algibeiras, aterrorizadores de multidões. Vejam-se os sinónimos que aparecem nos dicionários: é uma maré de trangolhos e lampreões. Chega-se mesmo ao ponto de dizer pantaleão.
São nomes vergonhosos, ordinários e machistas. Não lembra a mais ninguém chamar ao pénis nome de armas. Já não digo o pau, que ainda passa. O pau não tem de ser necessariamente uma coisa que serve para bater noutra pessoa. Há o pau-de-canela, por exemplo. E de qualquer modo, como diz o povo, enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Falo é de nomes de uma agressividade ridícula e repelente, como cacete, bacamarte, cassetete, catano e porra. Nem sequer se dão ao trabalho de actualizá-los: ao menos Kalashnikov em vez de bacamarte.
Com verga já é diferente. Para além da simpatia da expressão "força na verga", a ideia de verga tem ao menos a modéstia de reconhecer que pode, por assim dizer, vergar. Não é inflexível e infalível como o cacete. Não é tão arrogante, tão armado em ser mais quebrar que torcer. Mas é muito ordinário à mesma. Não se pode esperar as melhores atenções de um médico quando, descendo as calças no consultório, se diz: "Sr.Doutor, há qualquer coisa aqui na verga que não está bem."
Entre o infantilismo da pilinha e a bestialidade do mangalho tem de haver um meio termo. Há quem opte pela comédia musical, género "gaita", "flauta", "trombone de dois papos", et caetera, segundo a lógica poética do "If music be the food of love, than play on." Mas porquê? Os amoericanos, por exemplo, preferem a inspiração zoológica, como cobra das calças ou truta de bolso. Sempre tem alguma graça. Nós não. Há alguma coisa de errado numa sociedade que tende a dar ao pénis nomes relacionados quer à pancadaria, quer à música. Se calhar é esta mistura de paus, charanga, saias e pêlos nas pernas que explica o eterno apelo, entre nós, dos pauliteiros de Miranda.
Por alguma estranha razão matemática, as palavras mais usadas para o coiso começam por "pi". Porque será? Será que o valor do "pi" ao quadrado equivale a alguma coisa? Não sei. Em termos centrimétricos 3,14 parece muito pouco. De qualquer forma temos aqui os grandes clássicos- a ubíqua pila (vergonha para quem perceba pila e não perceba ubíqua), a injectável pica, a hilariante piroca e as ortograficamente correctas pissa, pixa e pixota.
Nenhuma destas palavras serve. O que é que diz a classe médica? O que dizem as mulheres? Deveria abrir-se um concurso nacional. Na cama, não há problemas, porque aí cada um chama ao coiso o que lhe apetecer. Mas falta um termo civilizado, que se possa utilizar em conversação normal. Talvez nome de peixes - sardinha ou carapau. A palavra marmota é uma possibilidade. Ou nomes de cães. Por exemplo, perdigueiro. E quem sabe se Joli ou Nice ou até Mondego. Pensem nisso.
E o orgão sexual feminino? Se fôssemos todos do chá-das-cinco não havia problema e diríamos todos pudenda. É de longe a palavra mais engraçada. Situa-se entre o querer e o poder, que é como quem diz que, em podendo, pois então. Mas é escusado estar para aqui a perder o meu latim.
Os nomes que se dão à coisa das mulheres traduzem uma certa misogenia. Ingleses e americanos, adoradores de gatos, chamam-lhe ternamente pussy, o que se traduziria por bichaninha. Os portugueses chamam-lhe rata. É a palavra mais feia da língua. Faz lembrar canos de esgoto e febre tifóide. Os portugueses regularão bem da cabeça? É verdade que muitos americanos lhe chamam beaver (castor), mas sempre existe alguma semelhança. Agora rata?
Porque é que os portugueses são brutos como as casas? Ao longo dos séculos de que dispuseram para examinar o sexo das mulheres e registar as semelhança, as conclusões a que chegaram foram, além da rata, pássara e passarinha, pardal e pombinha. Pego no álbum Aves de Portugal e num manual de ginecologia e, olhando de pardal em pardal, não acho uma única semelhança. Não compreendo.
Devo confessar que - seguindo o exemplo das crianças, que costumam ter mais bom gosto que os adultos - não antipatizo com pachacha, até pela ladainha "Ó senhor doutor, que hei-de eu fazer? / Queimei a pachacha com água a ferver!" Os restantes nomes são bastante insultuosos. O sexo feminino, que tem uma complexidade maravilhosamente tecnológica, ao pé do qual o sexo masculino é pré-histórico, é reduzido à expressão mais simples. São nojentas todas as versões de greta, trica, boceta e não sei que mais.
Ó sr. doutor, que se há-de fazer? Aqui em O Independente, o meu copy-desk sugere-me fofinha, que não parece mal, apesar de dar a entender que poderá existir uma versão oposta, tipo esfregãozinho Bravo.
Enfim. Aceitam-se sugestões (...)

Miguel Esteves Cardoso, in As Minhas Aventuras na República Portuguesa - Assírio e Alvim, 3ª edição 1991

citação ponto de situação

"ó sr. tiago, já viu aquilo?! quer dizer, duas mulheres ainda vá que não vá, agora quando é dois homens até fico com vómitos"
sr. R.

hoje casou-se o primeiro casal homossexual em portugal.
eram duas senhoras.

05 junho 2010

03 junho 2010

o macho mais cool de sempre #3



com os alienígenas.

o macho mais cool de sempre #2



com os espadachins.

o macho mais cool de sempre #1



com as senhoras.

o nazareno instrutor e fornecedor










"Jesus recomendou o amor

Jesus Cristo foi um grande instrutor que viveu na Palestina há quase 2000 anos. Sabe-se muito pouco sobre a sua infância. Ao completar 30 anos, Jesus iniciou seu ministério a fim de "dar testemunho da verdade" (...)
Durante o seu ministério, Jesus forneceu aos seus seguidores a chave para lidar com os diversos problemas da vida. Que chave foi essa? O amor."

in "Quem é Jesus Cristo?", panfleto da Watchtower caído numa rua de Portugal

as someone exclamed



"not ahead of his time, ahead of his species"

01 junho 2010

heaven is a place on earth


























Cañon Del Rio Lobos